A Casa de Alfena é uma casa solarenga do século XVIII, agregada a um conjunto de edifícios rurais e antigas oficinas de ourivesaria, que foram adaptados a uma unidade de Turismo de Habitação e a um Museu do Ouro.

A Casa de Alfena - classificada pela Direcção-Geral de Turismo como tendo relevância histórica, cultural e arquitectónica - tem cinco quartos (três no edifício principal e dois num antigo sequeiro), duas salas de convívio, uma sala de jogos, uma cozinha rústica e uma varanda suportada por grossos pilares de granito, partilhando com o Museu do Ouro amplos espaços exteriores: jardins, eira, pátios e piscina.

 
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A aldeia de Travassos é uma aldeia-oficina com tradição no fabrico da filigrana, que se localiza nas margens do rio Ave, junto à Albufeira da Andorinha, nas proximidades do Parque Nacional Peneda-Gerês.

A posição geográfica de Travassos permite aceder, em menos de 30 minutos, a diversos locais de interesse turístico, como Braga, Guimarães, Vieira do Minho, Parque Nacional da Peneda-Gerês, Serra da Cabreira e Barragem do Ermal.

 
 
 

"Vamos a Travassos, freguesia afamada pelas muitas e importantes obras de filigrana que ali se fabricam e veremos que neste género de ourivesaria é uma das primeiras terras do reino, pelo que tem reputação merecida." (Paixão Bastos, 1907)

A existência de S. Martinho de Travassos aparece documentada a partir de 1059, com o topónimo Travaços, que se manterá até ao séc. XVIII. No entanto, encontrámos vestígios arqueológicos no aro da freguesia, o que faz remontar a ocupação pelo menos à Idade do Ferro.

 
 
 

Os ourives de Travassos acreditam serem descendentes de homens como os que no Castro de Lanhoso fizeram os três torques com aplicações em filigrana. Esses homens terão, posteriormente, descido dos montes, dando origem à povoação de Travassos, trazendo, com eles, a técnica de trabalho do ouro.

Travassos é uma das 29 freguesias do concelho da Póvoa de Lanhoso, localizada a sete quilómetros da sede do concelho. É uma aldeia disposta em anfiteatro na margem direita do rio Ave, em socalcos trabalhados pelo Homem.

 
 
 

Apesar da decadência que têm vindo a sofrer os trabalhos artesanais, as actividades principais da população continuam a ser a agricultura e a ourivesaria. Das cerca de cinco dezenas de oficinas artesanais de ourivesaria que existiam em Travassos em meados da década de 60, cerca de 40 estão ainda em funcionamento.

Tradicionalmente, quase todas as famílias tinham, a par dos proveitos proporcionados pela agricultura, alguns rendimentos do trabalho de ourives, que executavam muitas vezes só aos "serões" ou nas épocas baixas dos trabalhos agrícolas.

 
 
 

Algumas grandes empresas enriqueceram outras tantas famílias e contribuíram com a sua riqueza para o desenvolvimento da localidade. Foram essas empresas que ajudaram a criar um posto de correio devido à necessidade de enviar "obra", com valores declarados, para o Porto.

Em termos sociais, a comunidade criou também eventos muito próprios, como a festa de Santo Elói, padroeiro dos ourives (que se realiza anualmente no dia 1 de Dezembro), ou a reunião de toda a comunidade na Eira de Carreirós, uma eira comunitária, onde todos os ourives levavam as suas candeias de petróleo e, aí, procediam conjuntamente à sua limpeza e preservação para a época em que não necessitariam delas (durante os três meses de Verão).